Forças Armadas do Irão declaram-se "mais poderosas" do que "no início da guerra"

Forças Armadas do Irão declaram-se "mais poderosas" do que "no início da guerra"

A via das negociações parece ter acelerado nos últimos dias, embora o presidente dos Estados Unidos mantenha em aberto o cenário de novos bombardeamentos sobre o Irão.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Majid Asgaripour - Reuters

A cúpula das Forças Armadas iranianas afiançou este sábado que estas estão agora num “nível de alerta mais elevado” e “mais poderosas”. A partir de Washington, Donald Trump admitira, horas antes, que a ofensiva contra o regime iraniano explicava, “em parte”, o triunfo dos democratas nas eleições intercalares. Mas insistiria na tese da “única solução” possível: “Não podemos permitir que o Irão tenha armas nucleares”.

“As Forças Armadas da República Islâmica estão hoje num nível de alerta mais elevado e mais poderosas do que eram no início da guerra”, clamou o porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia, em declarações citadas pela agência oficial Irna.“Por ordem do Líder Supremo, qualquer resposta das Forças Armadas será imediata, eficaz e sem limites geográficos”, acentuou o porta-voz militar iraniano.


Durante a noite de sexta-feira para sábado, a televisão estatal do Irão noticiou explosões em Qeshm, ilha no Estreito de Ormuz que havia sido alvo de ataques limitados da máquina de guerra dos Estados Unidos no início da última semana - na véspera das eleições intercalares norte-americanas, que ditaram uma derrota em toda a linha para o flanco republicano e da Administração Trump.O exército iraniano adiantou, por sua vez, ter abatido um drone norte-americano sobre Qeshm.

“Estamos a fazer ataques de menor escala”, admitiu o presidente dos Estados Unidos na noite de sexta-feira, sem todavia esclarecer se o dispositivo em Ormuz conduziu novas ações, ou se aludia aos bombardeamentos da noite de segunda-feira.

Também na sexta-feira o Pentágono prometeu uma recompensa de 20 milhões de dólares por informações sobre o programa nuclear do Irão, que o regime insiste conter apenas objetivos civis.

Em simultâneo, parecem estar a intensificar-se as conversações diplomáticas: Trump conversou na sexta-feira com o emir do Catar, ao passo que o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros manteve, no decurso da semana, diversos contatos com homólogos do Golfo.

O porta-voz Mohammad Akraminia voltou a deixar claro, contudo, que a abertura total do Estreito de Ormuz, crucial para os mercados dos combustíveis dependerá sempre da aceitação norte-americana das exigências de Teerão.

O regime dos ayatollahs reclama um cessar-fogo em todas as frentes, o desbloqueio dos seus ativos externos, a suspensão das sanções ao sector petrolífero e o fim do bloqueio naval norte-americano às infraestruturas portuárias.

c/ agências
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